Mensagem do Mentor :
Diletos, Diante da vida na Terra, às vezes nos perguntamos da real razão, do real motivo da grande intenção divina — quase sempre incompreendida — de estarmos aqui. Reiteramos sempre nossas convicções em prol do aprimoramento, da melhora, do resgate, do fazer o certo, do fazer o bem, do exercitar o amor em favor do outro antes de nós mesmos.
A vida renasce todos os dias e não se mostra cobrando nada de quem quer que seja, assim como o Pai, que oferece a todos uma ampla gama de oportunidades: para aqueles que estão encarnados, para os que têm boa vontade, para os que acordam já pensando em fazer algo maior de suas próprias vidas. Fazer algo maior não é simplesmente pensar no grandioso, mas nos pequenos atos que são grandes modificações, que enternecem o coração e tornam a vida realmente algo que vale a pena.
Estar ao lado de nossos entes queridos, conquistar novas afeições na ajuda mútua, no entendimento próximo, na convivência difícil, mas sempre na empreitada de compreender e ajudar. Assim é, assim deve ser, e só assim tudo realmente vale a pena. Fernando Pessoa já dizia: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena.”
Deixemos ao espírito as grandes revelações da vida, da verdade, da interação com o maior, do entendimento daquilo que realmente precisamos compreender. Mas são atos singelos, olhares discretos ao outro, que nos fazem compreender que devemos sempre nos colocar ao lado, atrás, e nunca à frente. Há sempre alguém que aparentemente terá conquistado mais do que nós. Mas as conquistas, por serem individuais — assim como cada ser é único diante da visão divina — devem ser na medida do entendimento e crescimento de cada um.
Somos pequeninos diante do universo, e ainda mais ínfimos diante do grande Criador. Mas somos o motivo, a razão e o exercício do amor maior desse Criador, que não segrega nenhuma de suas criaturas. Colocando-nos como filhos, posicionamo-nos como irmãos. E irmãos brigam, se desentendem, se questionam, se cobram. Mas, se colocados nessa condição, é para que cresçam e um dia acertem suas dívidas, podendo então evoluir juntos.
Aprendemos muito mais com a dificuldade e, como disse Eurípedes, muito mais na dor do que no amor, porque essa é a natureza do ser. Basta olhar para o histórico da humanidade e refletir sobre os inúmeros conflitos já vividos. Somos histórias antigas reescritas a cada processo reencarnatório. Somos, com certeza, um livro que ainda não tem fim, uma história que ainda não tem uma finalização.
E a beleza da vida, do exercício, do grande e misterioso desejo divino está aí: estamos aqui, no lugar, na hora, no exato momento em que precisamos estar. Este é o espaço, este é o tempo que nos compreende, e este é, com certeza, o momento exato para acertar.
Não usemos mais, doravante, o termo “humano” como sinônimo de erro, falha, falta de força ou empenho. Se somos humanos, que seja como adjetivo daquele que compreende, que educa, que se coloca empaticamente no lugar do outro, que se sente feliz por fazer, por servir, por compreender o amor.
Há tantos irmãos que aguardam lá fora. Irmãos que vêm nesta noite, vistos ou não pelos vossos olhos, corpóreos ou incorpóreos, mas igualmente necessitados de nossa compreensão, de nosso acolhimento, de nossa força de vida. Que possam, assim, sentir-se novamente vivos e fortes para resolver suas pendências, buscar a cura — seja do corpo ou do espírito — e reconhecer-se verdadeiramente como filhos do grande Pai.
Meu muito obrigado. Que Jesus abençoe a todos.